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A Sadia decidiu antecipar para 2009 a segunda etapa de investimentos na sua nova fábrica de Lucas de Rio Verde, em Mato Grosso, prevista inicialmente para 2010. Em entrevista ao Estado, o presidente do Conselho de Administração, Walter Fontana Filho, diz que a Sadia investirá R$308 milhões na unidade em 2009. Esses recursos se somarão aos R$800 milhões de investimentos iniciais, usados na construção da fábrica, que deverá entrar em operação dentro de dois meses.
Com a segunda etapa, a capacidade de abate em Lucas do Rio Verde passará de 114 milhões de aves para 145 milhões de aves ao ano. A capacidade de abate de suínos sairá de 1,25 milhão para 2,5 milhões anuais.
Fontana diz que a iniciativa é uma resposta à falta de ofertas de boas empresas para comprar, a bons preços. "Poucas empresas despertam nosso interesse, e as que interessam não estão à venda e seriam muito caras", afirma. No ano passado, a Sadia investiu em várias compras no mercado interno, como a Goiaves, a Big Foods e a Excelsior Alimentos.
Fontana diz que a opção nesse momento é pelo crescimento orgânico. A companhia está investindo em Pernambuco e na Rússia com projetos semelhantes ao de Lucas do Rio Verde.
Em 2007, a Sadia destinou R$1,1 bilhão para o aumento de capacidade. Para 2008, a previsão é investir R$1,6 bilhão, sem incluir aquisições. Para os próximos anos, a Sadia tem como desafio reagir ao avanço da Perdigão, que comprou a Eleva, e a ultrapassou como a maior empresa do setor no Brasil.
ORIENTE MÉDIO A Sadia decidiu instalar sua segunda fábrica no exterior em Abu Dhabi, no Oriente Médio. Até o momento, havia apenas uma definição quanto à região, mas não sobre o país. As obras, na cidade de Al Ain, serão iniciadas até dezembro e serão concluídas em um ano.
Assim como a primeira unidade da Sadia no exterior, construída na Rússia no ano passado, a fábrica do Oriente Médio produzirá 50 mil toneladas de industrializados de frango e bovinos. Os investimentos na fábrica serão de R$150 milhões. O Oriente Médio é o maior mercado de exportação da Sadia e representa 26% das vendas externas da companhia - cerca de R$1,2 bilhão por ano.
A Sadia já estuda uma terceira fábrica no exterior, mas ainda não definiu o local. Fontana acredita que ela será construída no Oriente Médio ou na Rússia. "Faz sentido investir mais nesses locais para manter o foco", diz Fontana.
A Sadia tem interesse em atender a China, mas teria dificuldades para enviar matéria-prima para o país devido às barreiras comerciais. As fábricas da Rússia e do Oriente Médio serão abastecidas por produção brasileira.
Fonte: O Estado de S. Paulo 04/09/2008
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