Bradesco quer ampliar serviços de custódia para fundos offshore
 


Com a aprovação da Instrução 465 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que permite a aplicação de até 100% do patrimônio no exterior para fundos voltados para investidores qualificados, o Banco Bradesco pretende ampliar sua atuação na área de custódia de fundos offshore (que atuam no exterior). Segundo o diretor do departamento de custódia do Bradesco, Cassiano Scarpelli, o banco aguarda a licença para oferecer serviço de administração para fundos sediados nas Ilhas Cayman e nas Ilhas Virgens Britânicas e já atua como custodiante dos fundos offshore sediados nesses mercados.

"Fechamos uma parceria com a Gávea Investimentos para oferecermos serviços de custódia e de controladoria para os fundos lançados esse ano pelo gestora que aplicam no exterior, por meio da permissão da Instrução 465", diz o diretor do banco.

O serviço de controladoria envolve toda parte de precificação dos ativos, inclusive dos investimentos no exterior, avaliação de risco e cálculo das cotas dos fundos. "Nós podemos realizar esse serviço do Brasil, sem ter a necessidade de ter escritórios nessas regiões. Isso é possível por meio do acesso às cotações dos ativos nas câmaras de liquidação e pela parceria com representantes de bancos de investimento e corretoras que oferecem serviços de corretagem e informações sobre preços de ativos não cotados em mercados", afirma Scarpelli.

No caso dos fundos da Gávea, o banco fechou uma parceria com a Ogier, que será responsável pala administração dos fundos. A idéia, segundo ele, é oferecer um pacote completo para outros clientes após a licença para atuar como administrador dos fundos offshore, acrescentou.

No Brasil, o banco também tem parceria com a BNY Mellon Serviços Financeiros - que atua na área de administração e controladoria de fundos - para oferecer serviços de custódia. "Pretendemos oferecer serviços de custódia para outros fundos offshore que a Mellon é responsável pela administração", diz.

O banco ocupa hoje a segunda posição no ranking global de custódia, com R$428,4 bilhões de ativos , segundo dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) referente a julho. No mercado local, o banco ocupa a liderança do ranking do setor com R$339 bilhões sob custódia. Já no mercado externo, o banco tem cerca de R$8 bilhões sob custódia, descontando as ADRs (recibos de ações), com aproximadamente 100 clientes.


Fonte: Gazeta Mercantil
15/09/2008