Azul tem mais US$50 milhões para operar no Brasil
 


A Azul Linhas Aéreas conseguiu levantar com investidores mais US$50 milhões para capitalizar a companhia e a expectativa é de que as operações comecem em dezembro deste ano, um mês antes do previsto. A empresa espera que o Certificado de Homologação de Empresa de Transporte Aéreo (cheta) seja obtido em até 35 dias. 

"O processo de obtenção do cheta corre de maneira tranqüila. A aeronave que estava prevista para chegar em dezembro já está no pátio, o que também vai contribuir para a obtenção do certificado", disse o vice-presidente de Operações da Azul, Miguel Dau. Ele acrescentou que uma das condições para obtenção do Cheta é a chegada de uma aeronave dentro das especificações. 

O presidente da aérea, David Neeleman, observou que a previsão inicial era de que as operações começassem em janeiro, mas o cronograma pôde ser antecipado e a empresa já deverá contar com cinco aeronaves no fim do ano e 16 no ano que vem. 

O executivo comemorou também o aporte adicional, por parte dos investidores, de US$50 milhões, que se somam aos US$150 milhões captados anteriormente. 

A Azul não descarta a possibilidade de participar das licitações para a concessão dos aeroportos Antônio Carlos Jobim, no Rio de Janeiro, e Viracopos, em Campinas. De acordo com Neeleman, a companhia pode buscar sócios para a iniciativa, desde que a modelagem permita a participação de aéreas. Ele participou do batismo do primeiro avião da Azul no Rio. 

Em agosto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou o início de estudos para a concessão dos aeroportos à iniciativa privada. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que espera realizar o leilão das concessões já no próximo ano. 

Neeleman não acredita que a crise dos mercados financeiros vá afetar o setor aéreo. Segundo ele, com a queda no preço do barril de petróleo, as ações de empresas aéreas começaram a subir, uma vez que o combustível é o principal custo das companhias. "Acho que foi um caso único de ações com bom desempenho neste momento", avaliou. 

Para ele, o mercado de aviação no Brasil seguirá aquecido, puxado principalmente pela expansão da classe C. "O que temos que fazer é mostrar a essas pessoas que elas também podem viajar de avião", afirmou. 


Fonte: Valor Econômico
18/09/2008