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O Itamaraty nomeou ontem o embaixador Luiz Felipe de Macedo Soares Guimarães, 67, como representante brasileiro na Comissão de Apoio e Assistência ao governo da Bolívia. Conhecido como hábil negociador e próximo ao chanceler Celso Amorim, Guimarães atua na Conferência de Desarmamento, em Genebra.
A comissão foi criada pela Unasul (União de Nações Sul-Americanas) para investigar as mortes de camponeses em Pando e vai auxiliar o presidente Evo Morales a negociar com opositores. Ontem, o representante brasileiro no diálogo entre governo e oposição foi o embaixador em La Paz, Frederico de Araújo.
Na avaliação do Itamaraty, Guimarães une experiência em vários temas a uma abordagem multilateral incisiva. Ele foi subsecretário-geral de América do Sul, no início do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Depois, assumiu a coordenação da cúpula da Unasul, então chamada de Casa (Comunidade Sul-Americana de Nações).
Guimarães se reunirá em La Paz com representantes de outros países da Unasul. O ex-chanceler chileno Juan Gabriel Valdés, representante de Michelle Bachelet - que ocupa a Presidência rotativa do órgão regional - chega hoje ao país.
Expulso da Bolíva, o embaixador americano Philip Goldberg negou ter conspirado contra o governo, mas disse ontem "entender" a preocupação de Morales. O diplomata afirmou que os EUA estão inclinados a "manter intocáveis temas como o combate ao narcotráfico", mas ainda não decidiram sobre a renovação do acordo de preferências tarifárias, que expira em dezembro.
Fonte: Folha de S.Paulo 19/09/2008 |