Ex-herdeiros da marca Triunfo investem em praia e montanha
 


O Grupo Arcel, dos ex-herdeiros da marca de biscoitos Triunfo - vendida para a Danone em 1997 - mostra que não brinca em serviço quando o assunto é perpetuar o patrimônio da família. Após colocar a cidade de Campinas, no interior de São Paulo, no mapa do turismo de negócios brasileiro, com a criação de uma rede independente de hotéis - Royal Palm Resort, Royal Palm Tower e Royal Residence -, parte agora para a expansão dos negócios. O grupo, que além de hotéis tem negócios no mercado imobiliário e concessionárias de veículos, quer expandir sua rede de hotéis urbanos, agora com foco em praia e montanha.

A empresa aproveita o bom momento da hotelaria - e principalmente o fato de ter saída ilesa da crise que assolou o setor nos últimos dois anos - e vai investir R$95 milhões na expansão de sua marca. Inclusive, já negocia a aquisição de um resort na cidade turística de Campos do Jordão.

"Estamos procurando hotéis até 300 quilômetros de Campinas", afirma Antonio Dias, filho do fundador da companhia, Armindo Dias, e diretor executivo do grupo, ressaltando que a negociações em Campos do Jordão estão adiantadas. "Já temos acordo com os atuais proprietários", afirma. O hotel não chegou a iniciar sua operação porque faltam licenças ambientais, que estão sendo negociadas com o Ministério Público.

O braço hoteleiro do Grupo Arcel, que neste ano deve alcançar um faturamento de R$70 milhões, está investindo R$30 milhões na construção de um hotel cinco estrelas, com 116 apartamentos, dentro do complexo Royal Palm Resort, em Campinas, que se chamará The Palms. A previsão é que o empreendimento seja inaugurado em junho de 2009.

Outros R$5 milhões estão sendo investidos para atualizações do próprio resort. "Estamos ampliando a área de lazer, com piscina coberta e novo restaurante", diz. Esses recursos são 75% do caixa da empresa e 25% de financiamento bancário.

Desde a compra do resort em 1997, o Grupo Arcel já investiu R$200 milhões para revitalização do complexo. Sob nova administração, o resort passou dos 125 apartamentos originais para 385 quartos. Foi construído também um centro de convenções para 3,7 mil pessoas, em 5,4 mil m de salões moduláveis. O terreno da propriedade também cresceu, de 30 mil m para 58,5 mil, com a compra de áreas ao redor.

Para a expansão, o foco da companhia são empreendimentos com aproximadamente 200 quartos. O objetivo é que os novos hotéis aumentem o potencial de negócios da área de eventos, carro-chefe do resort urbano em Campinas. A área de eventos representa 55% da receita total da companhia. "Temos cerca de mil eventos por ano", afirma Dias. "Com os novos hotéis, queremos oferecer mais produtos aos nossos clientes."

Quanto ao hotel no litoral, a empresa afirma que já visitou três possíveis destinos, mas não tem nada definido. Dias considera ainda a possibilidade de construir.

NOVA MARCA
Para sustentar os planos de expansão, a empresa investiu R$1 milhão na mudança de identidade visual e denominação dos hotéis, desenvolvida pela GAD’`Branding &Design. O braço hoteleiro, até então denominado Grupo The Royal Palm Hotéis, passa a se chamar Royal Palm Hotels & Resorts - mantendo o nome que o hotel recebeu de seus antigos proprietários, em homenagem às suntuosas propriedades da Flórida e Califórnia, nos Estados Unidos.

Outra renovação vem sendo feito na área de spa do resort. "Fomos procurados pelo grupo português Maló, que possui spas e clínicas odontológicas em Lisboa, Ilha da Madeira e Macau (China) para a realização de um projeto no resort", conta Dias. O complexo operava uma unidade do Shishindo Spa Zen, que em dezembro será reaberta sob a bandeira Maló Clinic Spa." Estamos investindo em parceria com o Maló na ampliação do espaço do spa que passará de 900 m e 16 salas, para 1,6 mil m e 26 salas."


Fonte: Gazeta Mercantil
22/09/2008