| |
Brasileiros com rendimentos mensais acima de R$10 mil trabalham do primeiro dia do ano até esta sexta-feira (26) para arcar com tributos e com o pagamento de serviços que deveriam ser oferecidos pelo governo, como saúde, educação e outros.
Os dados são de levantamento realizado pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), que revelam que de 1º de janeiro a 2 de junho, todo o dinheiro conseguido com o trabalho foi destinado ao pagamento de tributos por esta faixa de renda.
Já do dia 2 de junho a 26 de setembro, o dinheiro correspondente ao trabalho foi destinado ao pagamento dos serviços essenciais.
TEMPO POR SERVIÇO No caso dos brasileiros com renda acima de R$10 mil, o serviço que mais demanda tempo e dinheiro é a educação. São 37 dias por ano de trabalho destinados a esta despesa, que representa 10,12% da renda bruta desta população.
A saúde vem logo em seguida na lista de despesas que deveriam ser pagas pelo governo, com 33 dias por ano e 9,03% da renda bruta, de acordo com a lista abaixo:
Saúde - 9,03% (33 dias trabalhos no ano) Educação - 10,12% (37 dias trabalhos no ano) Segurança - 7,67% (28 dias trabalhos no ano) Previdência - 4,49% (16 dias trabalhos no ano) Pedágios - 0,72% (3 dias trabalhos no ano) Total (serviços) - 32,03% (117 dias trabalhos no ano)
SERVIÇOS INEFICIENTES O brasileiro da classe alta já compromete 153 dias de trabalho por ano para arcar com tributos. O valor deveria ser investido pelo governo em serviços à população, o que não ocorre. Com isso, os brasileiros tiram do próprio bolso o dinheiro para ter acesso à educação, saúde, previdência privada e segurança, gastos que se acentuam a cada ano.
A partir de 2005, foram também incluídos os gastos com estradas privadas (pedágio), que atingem o bolso de forma direta, quando o motorista circula pelas rodovias, e indireta, no custo embutido no valor dos fretes, que repercute na circulação de bens e serviços.
Fonte: InfoMoney 26/09/2008 |