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Os dados do Índice de Competitividade das Nações (IC-Fiesp), desenvolvidos pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), mostram que a carga tributária ideal para o Brasil seria de 22,1% do PIB.
Segundo o diretor do departamento de competitividade e tecnologia da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, com esse índice a indústria brasileira pagaria em 2006 algo entorno de US$125 bilhões em impostos, ao contrário dos US$174 bilhões gastos na ocasião. Além disso, o interlocutor argumenta que o spread brasileiro custa R$33,4 bilhões para a indústria, sendo que se fosse seguido a mesma taxa de países com a mesma renda per capita do Brasil, o custo ficaria em cerca de US$7,6 bilhões.
PROPOSTAS Baseado nesses indicadores, Ricardo Roriz Coelho disse que a indústria defende uma reforma fiscal imediata, ampliando os instrumentos de controle da evolução do gasto público. Além disso, uma reforma tributária com redução da carga de impostos para 22,1% do PIB até 2017 seria importante. "Essa reforma daria um bom impulso ao País, que poderia crescer cerca de 70% em 10 anos. Sem esses ajustes, o avanço será apenas de 41%", explica.
O representante também disse que a Fiesp defende uma reforma da Previdência, seguida da política e do judiciário. Coelho também disse que os itens incluídos na Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), como a formação bruta do capital fixo (FBCF) de 21% até 2010 e elevar o investimento em pesquisa a 0,65% do PIB, seriam necessários.
Fonte: DCI 02/10/2008 |