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A crise externa de liquidez e crédito chegou com tudo ao Brasil em setembro a ponto de paralisar até mesmo o movimento de fusões e aquisições de empresas brasileiras. Segundo os dados da Thomson Reuters Markets, não houve sequer uma operação envolvendo empresas brasileiras em setembro. O valor das fusões e aquisições até o final de setembro chegou a US$62,3 bilhões, o mesmo número do que no acumulado até o final de agosto.
O total representa um recorde: na soma de todo o ano passado, foram anunciadas transações de US$59 bilhões. O Credit Suisse manteve liderança no ranking de assessores, seguido de perto pelo segundo colocado, o Citigroup. O Rothschild continua o terceiro colocado. De janeiro a setembro do ano passado, o Citi havia conseguido a primeira posição seguido do Credit Suisse.
Já o mercado de emissões públicas de ações não teve sequer uma transação em setembro, repetindo o que já havia se verificado no mês de agosto. Dessa forma, o Itaú BBA manteve sua liderança nesse ranking acumulado até setembro, seguido pelo Credit Suisse na segunda posição e pelo JPMorgan na terceira.
No total no Brasil, aconteceram US$20,994 bilhões de emissões iniciais de ações e reabertura de operações de empresas já listadas ("follow-ons") em 2008 até o mês passado no Brasil, segundo a Thomson Reuters Markets. É um valor 6% menor do que no mesmo período de 2007.
Fonte: Valor Econômico 07/10/2008 |