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Nada parece acalmar o mercado. Ontem, em mais um dia de nervosismo, os índices das bolsas continuaram em queda vertiginosa, numa clara demonstração de que o mercado não acredita que as soluções globais adotadas até agora sejam suficientes para evitar uma recessão. A Bolsa de Valores de Nova York amargou queda de 7% no sétimo pregão consecutivo de baixa. O Dow Jones fechou abaixo dos 9 mil pontos pela primeira vez desde junho de 2003. Em São Paulo, o Ibovespa fechou em queda de 3,92%, aos 37.080 pontos.No fim da manhã de ontem, o Tesouro dos Estados Unidos anunciou que estuda assumir o controle de bancos como forma de restaurar a confiança no sistema financeiro, uma troca pela injeção de recursos de US$700 bilhões que será feita.
Para conter a subida do dólar, o Banco Central fez leilões de venda da moeda norte-americana aos bancos e realizou nova oferta de contratos de swap cambial, instrumentos usados para proteção contra a variação do câmbio. O dólar comercial fechou em queda pelo segundo dia, de 2,76%, cotado a R$2,217 na venda, após dois leilões do Banco Central, inclusive com dólares das reservas.
O comportamento da moeda americana levou a Braskem a concluir uma captação de US$725 milhões em operação de pré-pagamento de exportações. Os recursos foram usados para quitar um empréstimo de US$1,2 bilhão feito em 2007 para comprar a petroquímica Ipiranga.
É um dos sinais de que, passada a inércia inicial, a chamada economia real vai, aos poucos, buscando soluções menos traumáticas para cada caso. As empresas retomam seus discursos de investimento e crescimento. A Viação Itapemirim anunciou investimentos de R$50 milhões na compra de 100 novos ônibus. A General Motors e a Volkswagen resolveram reduzir também a taxa de juros para financiamento de seus modelos, a 0,99%, como forma de manter aquecida a demanda.
No início da noite, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu regras rígidas para bancos que eventualmente precisem que suas carteiras de crédito sejam compradas com dinheiro das reservas internacionais.
Fonte: Gazeta Mercantil 10/10/2008 |