Brasil é o único país no grupo de ricos e emergentes que ainda cresce
 


Dentre as nações do G-7 e dos Brics, o Brasil é o único país cuja economia ainda estava em aceleração em agosto. A revelação foi feita pelos Indicadores Compostos Avançados, um levantamento sobre o desempenho das economias realizado pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Os indicadores compostos são uma metodologia de estudo do desempenho econômico que leva em consideração picos e vales da curva de crescimento para medir a expansão ou o recuo de um país O relatório referente ao mês de agosto, divulgado na sexta-feira, em Paris, confirma a desaceleração progressiva das maiores economias do mundo, mas isenta o Brasil. Pelos critérios da OCDE, o Brasil apresenta "sinais de expansão". Nos últimos cinco meses, o índice nacional cresceu sempre - 103,9 em abril; 104,8 em maio; 106,5 em junho; 107,3 em julho; e, finalmente, 108,3 em agosto. Quanto mais acima de 100, a média a longo termo, melhor é o desempenho da economia.

Parceiros dos Brics, Rússia e China apresentam recuo, enquanto a Índia desacelera. Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Alemanha, França, Itália e Japão, os membros do G7, vêm em "forte desaceleração", de acordo com a classificação da OCDE. Nos últimos cinco meses, seus indicadores caíram de 97,8 pontos para 95,8 pontos. Enfraquecimento similar é verificado na zona euro, cujos indicadores compostos caíram de 96,7 para 93,2 entre abril e agosto.

Além dos indicadores compostos, a OCDE (da qual o Brasil não faz parte) também anunciou as taxas de desemprego em seus 30 países membros. Em agosto, na zona OCDE, o desemprego foi de 6%, aumento de 0,2% em relação a julho e de 0,4% se comparado ao mesmo mês de 2007. Na zona euro - recorde de 15 países que adotaram a moeda única na União Européia -, o índice de desemprego foi ainda maior: 7,5% em agosto, aumento de 0,1% em relação a julho e de 0,1% nos últimos 12 meses.

O estudo sobre emprego revela que o mercado de trabalho encolhe em todas as grandes economias do mundo, como Estados Unidos - cujo desemprego, de 6,1%, é 1,4% maior que há um ano -, variando entre 5,4%, índice do Reino Unido, e 8%, verificado na França. Ao contrário do que faz usualmente, a OCDE não destacou seus economistas para fazer a análise dos dados divulgados.


Fonte: DCI
13/10/2008