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O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, não confirmou se o número de companhias presas na chamada "bolha cambial" (com dificuldades financeiras em função da alta do dólar) chega a 200 como teria informado, em Nova Délhi, o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, ministro Marco Aurélio Garcia. O presidente da CNI garantiu que o número está muito abaixo disso.
"Isso é especulação", afirmou Monteiro. "Não é procedente. Não temos [esse número] porque evidentemente isso corresponde a uma autodeclaração, até porque são as empresas que anunciam seus prejuízos."
Monteiro afirmou que, de qualquer forma, a situação preocupa, mas acredita que o dólar vai estabilizar em "patamar razoável", o que já está acontecendo. Para ele, o governo tem atuado de forma eficiente no mercado de câmbio, mas não quis arriscar um prognóstico para a moeda.
PEQUENAS EMPRESAS O faturamento real das micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas sofreu queda de 1,6%, na comparação de agosto de 2008 com o mês anterior. Entre os motivos dessa queda, destaca-se o menor número de dias úteis, o que os economistas costumam chamar de "efeito calendário". Agosto teve um dia útil a menos que julho.
Apesar da retração no mês, 55% das micro e pequenas empresas esperam um aquecimento no faturamento nos próximos seis meses e 52% delas acreditam na melhora da economia brasileira. Os dados foram revelados pela pesquisa Indicadores Sebrae-SP, realizada mensalmente em parceria com a Fundação Seade.
Por setores, a queda foi maior nas MPEs da indústria (-5,0%), seguida pelas MPEs do comércio (-3,8%), enquanto o setor de serviços teve expansão de 6% na comparação com o mês anterior. Esse resultado é semelhante às pesquisas divulgadas no mês pelo IBGE (recuo de 1,3% na produção industrial do país em agosto) e pela Fiesp (queda de 3% no INA em agosto frente a julho), também afetadas pelo número de dias úteis.
Na comparação de agosto deste ano com mesmo mês do ano anterior, a queda foi de 8,6% na média das MPEs do estado, com quedas nos três setores, 13,3% na indústria, 9,1% no comércio e 3,3% em serviços. Novamente, o efeito calendário foi determinante, já que agosto deste ano teve dois dias úteis a menos que agosto do ano passado. Adicionalmente, agosto de 2007 apresentou um bom resultado em termos de receita para as MPEs.
Fonte: DCI 16/10/2008 |