Para Kassab, apoio de Lula não muda eleição
 


O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), reduziu ontem a relevância da presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha de sua adversária, a petista Marta Suplicy, no próximo sábado. Para ele, o apoio de Lula não é mais novidade. "Ele já a apoiou no primeiro turno. É um apoio que já está consolidado. Não é mais novidade para os eleitores", afirmou Kassab durante visita ao CEU (Centro Educacional Unificado) Caminho do Mar, no Jabaquara, zona Sul da cidade.

Kassab considerou natural a declaração do presidente Lula, que previu na quarta-feira, em viagem à Índia, a vitória de Marta em São Paulo no segundo turno. "A disputa das eleições envolve essas manifestações. Vejo com muita naturalidade". O candidato tem 12 pontos percentuais de vantagem sobre Marta, segundo recente pesquisa Ibope.

Lula e Marta terão encontro com lideranças dos movimentos sociais no sábado em local fechado. Kassab disse que não pretende alterar seus compromissos previstos para sábado em função da agenda de Marta com Lula. "Não posso vincular minha agenda à campanha da ex-prefeita", disse.

Em relação aos futuros compromissos conjuntos com o governador José Serra (PSDB), seu padrinho político, disse que esta exposição "é rotina". Na quarta-feira, os dois dividiram uma cerimônia de transferência de recursos da prefeitura para obras de expansão do metrô estadual. Sobre a vitória que obteve na Justiça eleitoral que lhe concedeu direitos de resposta na campanha de mídia de Marta, Kassab disse que as decisões "mostram que a campanha (dela) errou".

VÍTIMA DA PROPAGANDA
Já Marta ressaltou que se tornou vítima do polêmico anúncio de sua campanha que aborda a vida pessoal do candidato e prefeito Gilberto Kassab (DEM). Durante caminhada na zona Sul, Marta se queixou de estar sendo taxada de preconceituosa, dizendo que sua campanha foi distorcida. "Eu acho que houve um desvirtuamento de tudo que foi feito nessa campanha, querendo jogar um preconceito na pessoa que mais batalhou contra o preconceito nesse País. É jogar pedra de tudo quanto é jeito. Fui transformada na vítima", disse Marta.

Ela voltou a vincular a imagem de Kassab à do ex-prefeito Celso Pitta. "Não é só o partido do Kassab (DEM), é o que ele fez quando secretário do Pitta, a participação dele. Já estava aquele escândalo do impeachment do Pitta e foi ele que, como líder do PFL (atual DEM), organizou o reage Pitta em São Paulo. A pessoa não muda do dia para noite. Não é tucano, não adianta dizer que é", afirmou.


Fonte: Gazeta Mercantil
17/10/2008