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A hemorragia nas bolsas mundiais já soma perdas de US$27 trilhões no valor de ações desde o início do ano. Ontem, Europa e Ásia voltaram a fechar no vermelho. Já em Nova York, os indicadores saltaram no final da sessão, com investidores buscando papéis atingidos na véspera, quando Wall Street teve seu pior dia desde o crash de 1987.
O índice Dow Jones teve alta de 4,68%, a 8.979 pontos. O Standard & Poor's 500 subiu 4,25%, a 946 pontos, e o Nasdaq avançou 5,49%, a 1.717 pontos.
No noticiário nos EUA de ontem, os investidores equilibraram indicadores desfavoráveis sobre a economia norte-americana - como a maior queda da produção industrial em 34 anos e a maior baixa mensal da história no índice de atividade industrial do Fed da Filadélfia - e outros melhores, como inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) ter sido zero em setembro e queda no número semanal de pedidos de auxílio-desemprego.
Para Tony Volpon, economista-chefe da CM Capital Markets, a habilidade do mercado acionário norte-americano de sustentar um expressivo rali após um dia ruim nas bolsas da Europa e Ásia, notícias econômicas negativas e resultados corporativos ruins, pode ser uma prova de que os mercados estão finalmente começando a tentar ver através do que será um período de números econômicos muito fracos.
A queda nos preços do petróleo serviu como argumento para a recuperação em Nova York, o que gerou impulso em ações de setores como serviços públicos, aéreo e matérias-primas. Na Nymex, o contrato para novembro teve em queda de 6,29%, a US$69,85.
Já na Europa e na Ásia, os temores de uma recessão global voltaram a dominar os investidores, levando as bolsas das duas regiões a mais um dia de perdas ontem.
Em Londres, o índice Financial Times fechou em queda de 5,35%, a 3.861 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX caiu 4,91%, para 4.622 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 recuou 5,92%, para 3.181 pontos. Em Milão, o índice Mibtel encerrou em baixa de 5,75%, a 15.871 pontos. Em Madri, o índice Ibex-35 registrou desvalorização de 4,11%, para 9.308 pontos. Em Lisboa, o índice PSI20 teve recuo de 5,08%, para 6.652 pontos.
O pânico verificado na semana passada nas bolsas mundiais voltou com toda força nos mercados asiáticos ontem. O índice Nikkei 225 da Bolsa de Tóquio afundou 11,4% a 8458,45 pontos - a maior queda percentual desde outubro de 1987.
A Bolsa de Hong Kong, que chegou a cair 8,9% durante o pregão, mas fechou com baixa menor. O índice Hang Seng perdeu 4,8% e terminou a 15.230,52 pontos. Já as Bolsas da China fecharam em baixa pelo terceiro pregão seguido. O índice Xangai Composto caiu 4,3% e encerrou a 1.909,94 pontos. Já o Shenzhen Composto perdeu 4,7% e terminou a 500,30 pontos.
Influenciada ainda pelas demais bolsas regionais, a Bolsa de Taipé, em Taiwan, apresentou nova queda, tendo o menor volume de negociações em mais de quatro anos. O índice Taiwan Weighted perdeu 3,3% e encerrou a 5.075,97 pontos. Na Bolsa de Seul, na Coréia do Sul, a queda do índice Kospi foi a maior em sete anos. O índice perdeu 9,4% e fechou a 1.213,78 pontos. A Bolsa de Manila, nas Filipinas, também ficou perto de anular os ganhos obtidos no começo da semana. O índice PSE Composto baixou 5,2% e encerrou a 2.122,37 pontos. Na Austrália, o segundo dia consecutivo de queda eliminou a maior parte do que a Bolsa de Sydney havia ganho no começo da semana. O índice S&P/ASX 200 declinou 6,7% a 4.013,4 pontos.
A Bolsa de Cingapura teve forte baixa, uma vez que investidores na Ásia procuraram se proteger após Wall Street ter apresentado o maior declínio em 21 anos. O índice Straits Times caiu 5,3% e fechou a 1.951,20 pontos. O mercado da Indonésia recuou, afetado pela desvalorização da moeda local (rupia) e quedas nos mercados acionários globais em meio a preocupações sobre a economia americana. O índice composto da Bolsa de Jacarta caiu 3,8% e fechou a 1.463,25 pontos. Na Tailândia, o índice SET da Bolsa de Bangcoc cedeu 0,8%, a 477,73 pontos. O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, perdeu 3,1% e fechou a 920,02 pontos. A baixa foi motivada por vendas de papéis de primeira linha.
Fonte: DCI 17/10/2008 |