Pequenas empresas seguem alheias à crise
 


As micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas recuperaram o fôlego e apresentaram, em setembro de 2008, aumento de faturamento real da ordem de 0,7%, com relação ao mesmo mês do ano passado, descontada a inflação no período. Esta alta representou o total de R$22,8 bilhões nos caixas das MPEs. É o primeiro registro de expansão do faturamento real desde abril deste ano, na comparação de 12 meses, segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP).

Na comparação do setembro de 2008 ao de 2007, a área de serviços foi a única a apresentar expansão no faturamento real (+8,9%), enquanto indústria (-5%) e comércio apresentaram leve queda. Regionalmente, a Região Metropolitana de São Paulo teve o maior aumento da receita real (+6,2%), seguido da capital (+ 1,7%). Porém, o desempenho das MPEs do interior e do Grande ABC foi negativo: -5,1% e -0,2%, respectivamente.

O coordenador do Observatório das Micro e Pequenas Empresas do Sebrae-SP, Marco Aurélio Bedê, afirmou ao DCI que o "destaque das empresas da área de serviços aconteceu mais no ramo da arquitetura, engenharia e telemarketing, além de empresas de eventos, serviços de tradução, reprodução gráfica, advocacia e cartórios".

Para 2015, o Sebrae-SP mantém o otimismo, e prevê no País uma empresa para cada 24 habitantes, o que representa quase nove milhões de pequenos negócios para uma população de cerca de 210 milhões. "A crise é uma tempestade e vai passar. As pessoas olham somente para a tempestade, mas no nosso cenário é preciso enxergar além disso. Em 2015, a área de serviços será 34% do segmento, o comércio, 55%, e indústria, 11%. Em 2000 a indústria era 15%."


Fonte: DCI
31/10/2008