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Em mundo globalizado, a integração entre os meios já virou rotina. Assim, para os presidentes mundiais das principais agências de publicidade, a integração entre elas - principalmente entre as digitais e as off-lines é inevitável. É o que pensam os executivos presentes ao "What’s next?", evento promovido pelo Meio & Mensagem.
"A integração é o futuro, unindo especialistas", diz Simon Sherwood, presidente da BBH. Para ele, não há um futuro para uma empresa digital e, sim, para que as equipes se misturem. Já o presidente mundial da TBWA Worldwide, Tom Carroll, acredita que grandes agências que não se inovaram o suficiente vão ser extintas, ao mesmo tempo em que outras, "tradicionais" irão para o mundo digital. "Cada vez mais os talentos digitais querem ir para as grandes agências, por remuneração e reconhecimento. Mas no fundo tudo é digital, tudo é responder rapidamente ao mercado", avalia Carroll. Ele acrescenta que "não haverá uma idéia digital".
Os especialistas lembram que, no cenário atual, o conteúdo é o que importa e as empresas devem valorizar a marca. "O valor não est´a em queimar os CDs. Está na música em si", afirma o presidente mundial da BBDO Worldwide, Andrew Robertson. Para Sherwood, o futuro está na idéia, em "inventar idéias de marca". Opinião semelhante tem Carroll: "o futuro vai ser em torno das idéias, como sempre foi". Mas, segundo ele, para que elas "apareçam" a empresa precisa ter uma "crença" - convicções da instituição que são seguidas por todos os funcionários e, deste modo, podem ser usadas na publicidade. Ele cita como exemplo a Apple, cujo slogan "pense diferente" vem da filosofia da empresa de sempre buscar este outro modo de ver. "Encontre esta crença e as suas chances de sucesso vão crescer 1000%", conclui o presidente mundial da TBWA Worldwide.
Robertson acrescenta, no entanto, que "prever o futuro é perigoso". Segundo ele, em 2004, quando nasceu o Myspace, nem se falava em Facebook e hoje já são 100 milhões de usuários ativos. "Não sabemos como será, mas precisamos estar mais preparados". Para o presidente mundial da BBDO World-wide, é difícil entender as mudanças porque passam o mundo e, então, faz-se necessário voltar ao princípio: agregar mais valor e, para isso, pensar como as pessoas se comportam. "Vivemos a era do ‘homo mobilis’. As pessoas não acessam mais a internet do notebook, mas do celular’, exemplifica. Para ele, diante deste cenário, o desafio é fazer um conteúdo convincente. "O foco tem de estar no poder da criatividade", resume.
Fonte: Gazeta Mercantil 04/11/2008 |