Décimo terceiro deve injetar R$78 bilhões na economia
 


O pagamento do décimo terceiro salário deverá irrigar a economia do País com pelo menos R$78 bilhões, valor que representa 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) e supera a quantia apurada em 2007, quando foram injetados R$64 bilhões. A estimativa é do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Neste ano, 68,2 milhões de trabalhadores terão direito ao benefício, número 6,9% superior ao do ano passado, um acréscimo de 4,4 milhões de pessoas.

Nesse total não estão incluídos os adiantamentos da primeira parcela do décimo terceiro pagos ao longo do ano, nem os eventuais abonos ou as quantias recebidas pelos autônomos e assalariados sem carteira assinada.

Do total de trabalhadores, 37,7% ou 26,7 milhões de pessoas são beneficiários da Previdência Social, incluindo aposentados e pensionistas, e 60,9% (41,5 milhões) são contribuintes do sistema previdenciário. Os empregados domésticos com carteira assinada somam 1,9 milhão, e 1 milhão se refere a aposentados ou instituidores de pensão da União.

A maior parte dos recursos, 69%, ou R$54,4 bilhões, será distribuída entre os empregados do mercado formal e outros 20,7%, ou R$16,1 bilhões, se referem aos beneficiários da Previdência. O restante será diluído entre os pagamentos a empregados domésticos (R$918,5 milhões, ou 1,2%); aposentados e pensionistas da União (R$3,99 bilhões, ou 5,1%) e aposentados e pensionistas dos estados (R$2,6 bilhões, ou 3,3%). Por região, o Sudeste terá maior movimentação, 55,1% dos R$78 bilhões, uma vez que reúne o maior número de trabalhadores e demais pessoas que receberão o décimo terceiro salário. Outros 16,6% serão pagos no Sul; 15,1%, no Nordeste; 8,9%, no Centro-Oeste e 4,3%, no Norte.

DÍVIDAS E PRESENTES
O décimo terceiro salário terá como destino o pagamento de dívidas, para 60% dos brasileiros, consultados pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). A pesquisa, divulgada ontem, foi realizada em outubro deste ano, com 573 consumidores de todas as classes sociais.

O percentual é maior do que o verificado na pesquisa de 2007 (58%). Segundo a Anefac, como vem ocorrendo todos os anos, a maior parte dos consumidores (mais de 50%) tem dívidas contraídas no cheque especial e no cartão de crédito. Outros 15% pretendem comprar presentes, contra 20% do ano passado. Como nos anos anteriores, os brinquedos são os produtos que mais têm atraído os recursos do décimo terceiro.


Fonte: DCI
12/11/2008