Cenário externo ruim puxa alta do dólar
 


A turbulência nas bolsas mundiais - as praças da Ásia, Europa e Estados Unidos fecharam o dia com forte queda - atingiram o mercado doméstico e puxaram pela segunda sessão consecutiva a valorização do dólar comercial.

Após a euforia com o anúncio do pacote chinês, os mercados voltaram à realidade da proximidade de uma recessão global e partiram para a venda de ações.

A moeda norte-americana terminou o dia com avanço de 2,24%, para R$2,232 na venda, em sessão de poucos negócios devido ao feriado do Dia do Veterano nos Estados Unidos. A divisa acumula ganhos de 4,05% no mês e de 24,26% no ano.

Nem mesmo a intervenção do Banco Central (BC) - a autoridade monetária fez ontem o seu tradicional leilão de swap cambial - conseguiu impedir a subida da moeda. No leilão de swap, o BC vendeu parcialmente o lote de 10 mil contratos com vencimento em fevereiro de 2009. Foram negociados 2,9 mil papéis no montante de US$143,7 milhões.

"O dólar comercial também seguiu a tendência externa de valorização frente às outras moedas, como o euro", avalia o gerente de câmbio do Banco Prosper, Jorge Knauer.

O feriado nos Estados Unidos reduziu o volume no pregão e ajudou a puxar a cotação da moeda norte-americana para cima.

JUROS EM BAIXA
Os contratos de juros futuros negociados na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) encerraram o dia perto da estabilidade. O DI de janeiro de 2010, o mais líquido, registrou taxa anual de 15,19%, ante 15,20% do ajuste anterior.

O mercado monitorou os números do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe. O indicador acelerou para 0,57% na primeira quadrissemana de novembro, em linha com as expectativas dos analistas.

A expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) mantenha a taxa básica de juros (Selic) inalterada em 13,75% na última reunião do ano também teve reflexos nos negócios. A percepção do mercado é de que a política monetária pode ser flexibilizada diante do cenário de escassez de crédito .

No curto prazo, as taxas também fecharam estáveis. O contrato de dezembro ficou com juro de 13,57%, ante 13,58% do ajuste anterior. Janeiro de 2009 apontou taxa anual de 13,70%, frente aos 13,68% do fechamento anterior.


Fonte: Gazeta Mercantil
12/11/2008