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Apesar de a taxa básica de juros ter se mantido estável na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em 13,75%, as taxas de juros praticadas sofreram alta, em outubro, devido à falta de liquidez e à conseqüente maior dificuldade de acesso ao crédito.
Segundo estudo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), a taxa de juros média para pessoa jurídica já é a maior desde março de 2006, com 4,43% ao mês em outubro, 68,23% ao ano, alta de 0,07 ponto percentual no mês, que corresponde a 1,61% de crescimento, uma vez que estava em 4,36% ao mês, 66,88% ao ano, em setembro. Para a pessoa física, a taxa de juros média é a maior desde junho de 2006, 7,54% ao mês e 139,24% ao ano, uma elevação de 0,08 ponto percentual (pp) ao mês sobre setembro e de 2,12 pp ao ano.
O estudo ainda aponta de que, considerando-se todas as quedas e elevações da Selic, de setembro de 2005 até a última reunião do Copom, a taxa teve uma redução de 6 pontos percentuais, de 19,75% ao ano em 2005 para atuais 13,75% ao ano. Segundo o documento, neste período a taxa de juros média para pessoa jurídica manteve-se estável em 68,23% ao ano, "ficando evidente que não foram repassadas integralmente todas as quedas da taxa básica de juros".
Para a pessoa física, a taxa média apresentou redução de 1,88 p.p., de 141,12% ao ano em 2005 para atuais 139,24% ao ano. A pesquisa também revela que o consumidor já começa a sentir os efeitos da crise. Os dados mostram que há "maior seletividade das instituições financeiras no crédito", e também uma maior atenção ao grau de endividamento dos consumidores.
Fonte: DCI 17/11/2008 |