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O mercado brasileiro teima bravamente em continuar no movimento de queda, à despeito de qualquer tipo de recuperação vista nas demais bolsas. Ontem, por exemplo, o Índice Bovespa fechou em queda acentuada de 4,54%, aos 34.094 pontos. Essa é a menor pontuação desde 28 de outubro, quando estava em 33.386 pontos, e também é a quinta menor pontuação do índice no ano. A justificativa para essa baixa, segundo analistas, foram os números negativos que saíram sobre a economia americana.
A confiança dos construtores caiu para o menor nível desde 1985. O indicador caiu de 14, em outubro, para 9 este mês, sendo que índices abaixo de 50 representam retração. O preço das casas caíram no terceiro trimestre em quatro de cada cinco cidades americanas. Setor imobiliário ruim lá e cá, com as ações do segmento liderando as quedas do Ibovespa no mês. As declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Ben Bernanke, e do secretário do Tesouro, Henry Paulson, de que a economia deve demorar para voltar à normalidade também prejudicaram.
O volume da Bovespa se mostra fraco dia após dia. Ontem, o giro foi de R$ 3,2 bilhões, menos da metade dos R$ 7 bilhões que o pregão da bolsa brasileira já chegou a registrar. Para um administrador de recursos, essa queda de volume é normal em momentos de turbulência e indefinição. Portanto, tem chances de voltar para níveis mais elevados à medida que a deterioração internacional for se dissipando.
Fonte: Valor Econômico
19/11/2008 |