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O pequeno e médio varejo pedem socorro. "A falta de capital de giro poderá inviabilizar os negócios, além de secar o dinheiro para o 13º salário", alertou ontem um líder varejista, dono de uma rede com 170 lojas espalhadas por todo o Brasil. "O governo reduziu o compulsório, injetou recursos na economia, mas não estamos vendo a cor do dinheiro", reclamou, durante a reunião de conjuntura de ontem da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).
"Nosso fôlego está acabando", enfatizou. Ele contou que tem ouvido relatos alarmantes nesse sentido de pequenos e médios varejistas de todos os setores. A maioria deles, como ele próprio, garante que tem reduzido as vendas parceladas de 12 para até três vezes sem juros. "Enquanto isso, os recebíveis de 120 a 360 dias vão se acumulando na gaveta e não há banco que desconte", afirmou, e alertou que os desdobramentos dessa situação são a impossibilidade de fazer caixa para giro, repor estoques, parcelar as vendas e até honrar os compromissos.
OUTROS SETORES Apesar de preocupados com a escassez do crédito, outros setores apresentaram relatos mais otimistas para o fim deste ano e muitas dúvidas para 2009. É o caso dos produtores de alumínio: "O terceiro trimestre foi o melhor da nossa história, mas se 2009 ficar igual a 2008 será ótimo". O varejo farmacêutico está vendendo "bem" às custas de negociação com os fornecedores "e uma forte perda nas margens de lucratividade".
Do setor de móveis, estofados e colchões só queixas: "Está tudo parado e as empresas estão dando férias coletivas". Embalagens têxteis também: "As vendas estavam estáveis em outubro e novembro, mas secaram os pedidos para janeiro e fevereiro".
O setor de material esportivo registrou queda de 15% a 20% nas vendas no bimestre outubro-novembro. O imobiliário continua vendendo bem imóveis na faixa de R$1 milhão, mas já detecta que o medo do desemprego está segurando o consumidor de menor renda.
Fonte: Diário do Comércio 28/11/2008
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